quinta-feira, 13 de maio de 2010

eu sei de tuudo.

Ele é cheio de garotas e pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Tá certo ele. Bonitão, cheiroso, engraçado e safado. Que mulher não se apaixona por ele?
EU. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo e minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes acada 15 dias, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes a cada 15 dias. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar o porteiro da frente e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de morango e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta.



Por Tati e por mim :)

domingo, 9 de maio de 2010

eu nunca te disse;

Eu nunca te disse sobre como eu sinto sua falta quando você me deixa na porta de casa e vai embora. "Vai com Deus", eu digo. Enquanto tudo o que eu queria fazer é gritar, implorando para você ficar e enrroscar seus pés nos meus essa noite. E todas as outras da minha vida.

Eu nunca te disse sobre como eu sinto seu cheiro mesmo onde você não está. E fico vendo, dentro da minha cabeça, você passando perfume no pescoço, nos braços e na alma, sempre com aquela cara de concentrado, que você faz especialmente na hora de passar o perfume.

Eu nunca te disse sobre como eu fico repassando tudo o que a gente fez e conversou naquela noite, antes de dormir sozinha no meu quarto vazio. Como a minha cama pode ficar tão quente se você não está lá?

Eu nunca te disse como eu gosto do seu sorriso e como ele me faz sentir a pessoa mais especial do mundo, apenas por ter conseguido fazer você sorrir. Mentira, eu provavelmente devo ter dito todos os dias desde que nos vimos a primeira vez.

Eu nunca te disse sobre como eu adoro os carinhos que você faz em mim antes de dormir. E também ao acordar. Eu adoro o jeito que a gente dorme, mas eu acho que nunca te disse. Nunca falei sobre como eu acho incrível a capacidade que a gente tem de se enrroscar e se encaixar no meio daquela bagunça de pernas, braços, cabeças e cobertas. E a gente sempre acha o jeitinho perfeito.


Eu nunca te disse sobre como eu amo ouvir você falando sobre nós, sobre o dia em que nós nos vimos pela primeira vez, sobre como vai ser a vida no futuro. Mas aposto que você sabe, mesmo sem eu te dizer, porque você sempre vê a minha cara babona, com expressão de besta.

Eu nunca te disse sobre como eu vejo o seu rosto, os seus olhinhos que eu sempre acho muito verdes toda vez que fecho os olhos. E nunca te disse como eu fico olhando secretamente as nossas fotos enquanto você não está por perto.

Eu nunca te disse sobre como eu sempre peço ao Papai do Céu que olhe por você, que me permita te fazer feliz, que te ajude a tomar sempre as melhores decisões e que permita que a gente possa viver esse amor por muito tempo.

Eu, tão faladora, nunca te disse sobre como eu fico perdida quando não estou com você. Quando você está longe, parece que eu estou sem mim. E é tão ruim ficar sem mim. E muito mais ficar sem você.

Eu nunca te disse como eu acho bonitinho você arrumando o cabelo.

Eu nunca te disse sobre como eu sinto falta de absolutamente tudo sobre você quando estamos separados. Até das suas pintinhas perto dos olhos. Sinto falta das suas mãos e do meu coração. Esse mesmo, que está dentro de você.
Eu nunca disse, mas deveria ter dito.

terça-feira, 4 de maio de 2010

alguém avisa ele

Alguém avisa a ele que eu fico vermelha quando ele me liga, e que minhas mãos ficam geladas, por favor?
E avisa também que depois ele me liga e me manda um beijo, eu não consigo mais dormir.
Fala com ele que eu fico planejando o nosso futuro, imaginando como vai ser o reveillon e os almoços de família. E que eu quero que isso tudo chegue logo...
Alguém ensina a ele que quando eu falo que me apeguei e que eu tô viciada, eu quero dizer que me apaixonei! Que o imagino na minha vida, na minha rotina, na mesa da sorveteria conversando e rindo com meus amigos, conversando sobre esporte com meu pai, no shopping fim de semana com minha família, e deitado no meu sofá vendo um romance bobo comigo.
Meu. Comigo. Pra mim. Somente e apenas. Que sonho!
Eu que sempre gostei de certezas, agora tô aqui, vivendo baseada em sonhos, e achando tudo isso lindo! Encantada, apaixonada.
Alguém me faz esse favor e fala tudo isso pra ele, porque eu não consigo. Quando eu o encontro e vejo aqueles olhinhos pequenininhos me observando, eu esqueço de tudo, coloco o meu melhor sorriso e vou viver meu conto de fadas.

Foles

"Tô morando, trabalhando, estudando e amando. Esses são os quatro foles da minha vida, no momento, e sobre cada um deles eu teria milhares de páginas a preencher."
(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O que seria isso?


"É um verdadeiro impasse. Não quero nunca mais me submeter a aceitar erros que me maltratem, mas também não quero mais uma vez atuar como a impetuosa rainha soberana e impassível de erro. Estou aqui tentando organizar minhas idéias e sentimentos de uma maneira que o resultado possa ser equilibrado. Mas quanta petulância da minha parte! Nunca consegui fazer isso, por que haveria de conseguir agora? E tomo mais uma taça de vinho, respiro um pouco, sinto meus olhos pesarem de tão molhados... mas não choro. Também não preciso exagerar! Acho que, na verdade, não é o impacto da tristeza que é grande, e sim a atuação do que eu estou sentindo por ele. É o afeto crescendo, a paixão criando corpo... e eu sentindo mais uma vez o medo de ter outra história como tantas que já tive. Não sei dizer o que existe entre a gente, nem sei dizer o que quero que venha a existir. Mas sei de tudo que quero evitar. Sei de cór todos os meus sintomas de sofrimento e por nada no mundo vou vivenciá-los de novo por pura ousadia da minha parte. Não sou mais criança pra colocar o dedo na chapa quente várias vezes, só pra ver se em todas eu irei me queimar. É o medo de querer desistir disso tudo logo pra não ter que sofrer depois. É o verdadeiro pânico de que ele me mostre que é igual a todos os outros. É o medo de ter que dizer às minhas amigas que ele não é tão bom-caráter quanto eu disse. É o medo de ter que esquecê-lo... e perder, novamente, outra paixão. Juro, não espero um homem perfeito, limpo da cabeça aos pés, cego para o resto do mundo, devoto de tudo que se relacione a mim. Eu sei que ele, dentro de sua condição de ser humano, vai me ferir, vai me fazer chorar de dor, vai me decepcionar, vai me faltar em algum aspecto, vai me fazer odiá-lo por alguns minutos... sei de tudo isso. E não espero que somente flores façam parte da nossa história. Quero inclusive que os espinhos existam, que é pra que possamos nos unir cada vez mais. Eu só queria que ele entendesse que tudo que eu menos quero é vê-lo transformado naquilo que eu aprendi sobre homens. Quero apenas um homem simples, quase comum. Daqueles que vivem você delicadamente, a cada dia um pouco mais e que fazem sentir como se estivesse deitada na rede, numa fazendinha escondida do resto do mundo, tomando vento na cara, ouvindo o som dos pássaros e comendo fruta fresca. Quero que ele seja tão leve como uma borboleta que pousa em minha mão. Tão natural quanto o sono de um bebê no colo da mãe. Tão suave quanto banho de rio. E ao mesmo tempo intenso como ver um ídolo pela primeira vez: que me tire o fôlego e me encha de ar! E o que eu mais quero é que ele seja tudo isso do meu lado. Que eu não tenha que esquecê-lo por razões mesquinhas. Já temos tanto com o que nos preocupar, não quero ter que perder os minutos que penso nele, preocupada se ele está ou não fazendo algo de errado. Vai passar, eu sei que vai e eu quero que passe. Mas quero saber como deixar tudo isso claro pra ele. Mesmo com todo meu medo de parecer envolvida demais, tola demais, exagerada demais, melosa demais, exigente demais, insegura demais e qualquer outra coisa demais. Porque o que é demais em mim agora é a vontade de que ele fique e de que assim eu também possa ficar.